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A utilidade das adversidades

Por isso, devia o homem firmar-se de tal modo em Deus, que lhe não fosse mais necessário mendigar consolações às criaturas. Assim que o homem de boa vontade está atribulado ou tentado, ou molestado por maus pensamentos, sente logo melhor a necessidade que tem de Deus, sem o qual não pode fazer bem algum. Então se entristece, geme e chora pelas misérias que padece. Então causa-lhe tédio viver mais tempo, e deseja que venha a morte livrá-lo do corpo e uni-lo a Cristo. Então compreende também que neste mundo não pode haver perfeita segurança nem paz completa. (Tomás de Kempis, Da utilidade das adversidades - Imitação de Cristo)

Da abnegação se si mesmo e abdicação de toda cobiça

Jesus: Filho, não podes gozar perfeita liberdade, enquanto não renunciares inteiramente a ti mesmo. Em escravidão vivem todos os ricos e egoístas, os cobiçosos, curiosos, que gostam de vaguear, buscando sempre as delícias dos sentidos e não as de Jesus Cristo, mas só imaginam o que não pode permanecer e só disso cogitam. Pois tudo que não vem de Deus perecerá. Conserva em teu coração esta breve e profunda sentença: Deixa tudo, e terás sossego. Pondera isto, e, quando o praticares, tudo entenderás. (Tomás de Kempis, Da abnegação se si mesmo e abdicação de toda cobiça - Imitação de Cristo)

Sagrado Coração de Jesus, fonte de toda a pureza, tende piedade de nós!

De todas as imagens que fazem referência à Nosso Senhor Jesus Cristo, esta é a que eu mais gosto! Nosso amado Jesus!  

Ato de abandono

Em vossas mãos, ó meu Deus, eu me entrego. Virai e revirai esta argila, sicut lutum in manu figuli (Jeremias 18, 6), como a vasilha que se modela nas mãos do oleiro. Dai-lhe forma; e em seguida despedaçai-a, se assim quiserdes; ela vos pertence, e nada tem a dizer. Basta-me que ela sirva a todos os vossos desígnios e que em nada resista a vosso divino beneplácito, para o qual eu fui criado. Pedi, ordenai; que quereis que eu faça? que quereis que eu deixe de fazer? Exaltado ou rebaixado, perseguido, consolado ou aflito, utilizado em vossas obras ou sem para nada servir, a mim não resta senão dizer, a exemplo de vossa Mãe Santíssima: “Seja feito segundo a vossa palavra”. Concedei-me o amor por excelência, o amor da cruz, não destas cruzes heroicas cujo esplendor poderia nutrir o amor próprio, mas destas cruzes ordinárias que nós carregamos, ai de nós, com tanta repugnância, destas cruzes de todos os dias, com as quais a vida está repleta e com as quais nos deparamos a todo moment...